sábado, 9 de setembro de 2017

CIÊNCIA - "SE O UNIVERSO VEIO DO NADA, ENTÃO OQUE É O NADA ?"



Existe algum lugar no Universo onde não há realmente NADA ? O que há nas lacunas entre as estrelas e as galáxias ? Ou nas lacunas entre os átomos ? Quais são as propriedades do 'nada' ?

Pare o que estiver fazendo agora, e pense no "nada". Feche os olhos. Imagine-o em sua mente. Concentre-se. Focooo ! Obrigado, de nada ... É muito difícil, não é ?
Agora, vamos considerar apenas os vastos espaços entre estrelas e galáxias, ou os espaços entre átomos e outras partículas microscópicas. Quando falamos do nada nas vastas extensões entre o espaço, não existe realmente e tecnicamente o nada. Entendeu ? Quando falamos de espaço não existe o nada. Há sim... alguma coisa lá.
Mesmo nos abismos do espaço intergaláctico, há centenas ou milhares de partículas em cada metro cúbico. Mas mesmo se você puder alugar um super aspirador de pó intergalático e aspirar essas partículas, ainda haveria comprimentos de onda de radiação, que se estendem por vastas distâncias do espaço.
Há o alcance inevitável de gravidade que se estende por todo o Universo. Também há um fraco campo magnético de um quasar distante. É infinitamente fraco, mas não é nada, mas ainda é alguma coisa.
Filósofos, e alguns físicos, argumentam que o "nada" físico não é o mesmo que o nada "real". Diferentes físicos vêem coisas diferentes desse "nada", como o vácuo clássico e ideia de nada como potencial indiferenciado.
Mesmo que você possa remover todas as partículas e escudos contra todos os campos elétricos e magnéticos, sua caixa ainda conteria gravidade, porque a gravidade nunca pode ser blindada ou cancelada. A gravidade não vai embora, é sempre atraente e você não pode fazer nada para bloqueá-la. Na física de Newton, a gravidade causa uma "força", mas na relatividade Geral de Einstein, a gravidade é a deformação do espaço-tempo. 
Então, imagine que você pudesse remover todas as partículas, energia, gravidade... tudo a partir de um sistema. Você iria ficar em um verdadeiro vácuo. Mesmo em seu nível de energia mais baixo, há flutuações no vácuo quântico do Universo. Há partículas quânticas estourando dentro e fora da existência em todo o Universo. Não há nada, em seguida, tudo estoura e então as partículas colidem e você fica com o "nada"  novamente. E assim, mesmo se você pudesse remover tudo do Universo, você ainda ficaria com essas flutuações quânticas incorporados no espaço-tempo. Além disso, existem coisas invisíveis chamadas de matéria escura ou energia escura, as quais nós não  conhecemos a fundo, só indiretamente.
Há físicos como Lawrence Krauss (foto) que discutem o "universo a partir do nada" e que realmente significa "o universo veio de uma potencialidade". Isso se resume a se adicionar toda a massa e energia do universo, toda a curvatura gravitacional, tudo... parece que todas as somas vão dar zero. Por isso, é possível que o Universo realmente veio do nada. E se esse é o caso, então o "nada" é tudo o que vemos ao nosso redor, e  o "tudo" não é nada. Calma! A física é assim mesmo, incrível ! Acostume-se. 

www.misteriosdouniverso.net/

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

NEUROCIÊNCIA - "EXPERIÊNCIAS DE QUASE MORTE SEGUEM UM PADRÃO"

Sequência da quase-travessia

Ninguém realmente sabe o que acontece quando morremos, mas muitas pessoas têm histórias para contar sobre o que experimentaram quando estiveram perto da morte.
Quem teve esta experiência geralmente relata memórias muito ricas e detalhadas do evento. Embora tais experiências possam assumir muitas formas diferentes, alguns dos fenômenos bem conhecidos incluem ver uma luz brilhante, experimentar um sentimento de paz, ter uma experiência fora do corpo e perceber um túnel.

Embora esforços significativos de pesquisa tenham chegado a uma boa compreensão das características fenomenológicas específicas relatadas durante as experiências próximas da morte, a literatura científica sobre a estrutura temporal das experiências de quase-morte (EQM) ainda é bastante limitada.

Por exemplo, uma área menos explorada é se há alguma regularidade temporal nas experiências de quase-morte - em outras palavras, as pessoas tendem a experimentar os diferentes fenômenos em uma mesma ordem sequencial ou cada um tem sua própria sequência ?

"Pelo nosso melhor conhecimento, nenhum estudo investigou formal e rigorosamente se as características da EQM seguem uma ordem ou distribuição fixa," justificou a pesquisadora Charlotte Martial, da Universidade de Liége (Bélgica). "O objetivo do nosso estudo foi investigar a distribuição de frequência dessas características, tanto globalmente como de acordo com a posição das características nas narrativas, bem como as sequências temporais mais frequentemente relatadas dos diferentes fenômenos da experiência de quase-morte".

Fenômenos durante a experiência de quase-morte

A equipe coletou e analisou relatos escritos de 154 pessoas que passaram pela experiência, catalogando as sensações e ocorrências específicas presentes em cada narrativa e depois examinando a ordem de surgimento dos diferentes fenômenos em cada história.

Em média, uma pessoa experimenta cerca de quatro fenômenos diferentes durante uma experiência de quase-morte. As características mais frequentemente relatadas foram: Sentimento de paz (80% dos participantes), ver uma luz brilhante (69%) e encontrar-se com espíritos ou pessoas já mortas (64%).

Em termos de cronologia, um terço dos narradores (35%) descreveu uma experiência fora do corpo como a primeira característica de sua experiência de quase-morte; por decorrência, a última experiência mais frequente foi retornar ao corpo (36%).
"Isso sugere que as experiências de quase-morte parecem ser regularmente desencadeadas por uma sensação de desconexão do corpo físico e acabam quando retornam ao corpo," confirmou Charlotte Martial.

No geral, os fenômenos mais comumente compartilhados pelos diversos narradores foram: sentir-se fora do corpo, sentir-se em um túnel, ver uma luz brilhante e, finalmente, um sentimento de paz - essa sequência exata de eventos foi relatada por 22% dos participantes.

A conclusão geral é que, embora diferentes tipos de experiências sigam-se naturalmente, principalmente aos pares, não é possível estabelecer uma sequência universal de eventos na amostra de narrativas analisada, o que sugere que cada experiência de quase-morte tem um padrão único de eventos, ainda que os eventos individualmente sejam comuns às diversas pessoas.

Compreensão científica das experiências de quase-morte

Em outras palavras, a ordem na qual os diferentes tipos de experiências ocorrem pode ser muito individual.

No entanto, Martial e seus colegas afirmam esperar que uma análise mais profunda de como os diferentes fenômenos se relacionam entre si pode levar a uma definição mais rigorosa e a uma melhor compreensão científica das experiências de quase-morte como um todo.

"Isso levanta questões importantes sobre quais aspectos específicos das experiências de quase-morte podem ser considerados universais - e quais não podem. Mais pesquisas serão necessárias para explorar essas diferenças e a extensão precisa de quais conteúdos dessas experiências refletem as expectativas e origens culturais [de cada pessoa], bem como os mecanismos neurofisiológicos subjacentes às experiências de quase-morte," concluiu Charlotte Martial.

(A análise foi publicada na revista científica Frontiers in Human Neuroscience)

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

PESQUISA - "DISTÚRBIOS DO SONO PODEM TER ORIGEM NOS MÚSCULOS"

Músculos e sono

Os cientistas que vasculham o cérebro em busca de explicações para alguns distúrbios do sono podem estar procurando no lugar errado.

Uma proteína presente nos músculos mostrou-se capaz de afetar diretamente o sono e os efeitos da perda de sono, uma revelação surpreendente que desafia a noção amplamente aceita de que seria apenas o cérebro  que controlaria todos os aspectos do sono !

"Esta descoberta é completamente inesperada e muda as maneiras pelas quais pensamos que o sono é controlado," disse o Dr. Joseph Takahashi, da Universidade Sudoeste do Texas (EUA).

A descoberta dá um novo alvo além do cérebro para desenvolver terapias para pessoas com distúrbios do sono - da falta de sono à sonolência excessiva.

Controle do sono

Em experimentos com animais, a equipe do Dr. Takahashi demonstrou como uma proteína envolvida com o ritmo circadiano muscular, chamada BMAL1, regula o modo de dormir e a duração do sono.

Enquanto a presença ou ausência da proteína no cérebro teve pouco efeito na recuperação do sono, os animais com níveis mais altos de BMAL1 em seus músculos recuperaram-se da privação de sono muito rapidamente. Além disso, a remoção da BMAL1 do músculo perturbou gravemente o sono normal, levando a uma maior necessidade de dormir, a um sono mais profundo e a uma capacidade reduzida de recuperação.

O Dr. Takahashi afirma que a descoberta pode eventualmente levar a terapias que possam beneficiar as pessoas cujo trabalho exige longos períodos de vigília, do pessoal de saúde até pilotos de aviões.

"Estes estudos mostram que fatores nos músculos podem sinalizar para o cérebro para influenciar o sono. Se houver vias semelhantes nas pessoas, isso proporcionaria novos alvos para medicamentos para o tratamento dos transtornos do sono," disse ele.
A pesquisa foi publicada na revista científica eLife.

(Diário Da Saúde)

sábado, 29 de julho de 2017

PESQUISA - "MAÇÃ É CHAVE DE EMAGRECIMENTO E BOA FORMA"


Não é de hoje que dizem que comer maçã faz bem e tem até ditado que defende isso (Eat an


 apple a day and keep the doctor away - Coma uma maçã por dia e fique longe do médico).


 Mas um estudo recente aponta a fruta como chave para o emagrecimento.  


A maçã traz a sensação de saciedade por mais tempo, indica estudo.


Uma pesquisa feita pelo CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research


 Organisation), órgão de pesquisas científicas da Austrália, indica que a maçã ajuda a


 controlar o peso e os excessos na alimentação. Segundo a médica Joanna McMillan, estudos


 mostraram que adultos e crianças que comiam uma unidade da fruta por dia tinham um


 menor índice de massa corporal (IMC). 


Ou seja, aparentemente quem ingere a fruta come menos no final do dia.

"Inicialmente


 acreditava-se que a baixa quantidade de energia da fruta era o que ajudava a manter o peso.


 "Mas estudos em animais indicam que a fibra (pectina) e os polifenóis presentes no alimento


 desempenham um papel importante no controle do apetite e do peso", comenta Joanna ao


 "Daily Mail". A fruta traz uma sensação de saciedade e satisfação, o que ajuda a evitar


 exagero nas refeições.


Além disso, o estudo recente também mostrou que o consumo frequente da fruta ajuda a


 manter em dia a flora intestinal. Para completar, ela ainda traz benefícios para o organismo


 por ser fonte de antioxidantes, não conter gordura ou colesterol, ser fonte de vitaminas B e C


 e ainda ter baixo índice glicêmico (alimentos desse tipo não produzem picos de açúcar no


 sangue - tais picos contribuem para o acúmulo de gordura e também fazem com que se sinta


 saciado por menos tempo)

.  

Como aproveitar ao máximo a fruta


A médica sugere consumir a fruta inteira, inclusive com a casca porque muitos dos


 antioxidantes, fibras e polifenóis estão nesta parte ou bem perto dela. 


Ao descascar, há o


 risco de perder nutrientes importantes.



Além disso, ao escolher a maçã na feira ou no mercado, Joanna indica procurar aquelas que


 estejam firmes e sem machucados na casca. Em casa, a fruta deve ser armazenada sob


 refrigeração para se manter fresca e crocante por mais tempo.



(ig) 

PESQUISA - "FUMO PASSIVO NA INFÂNCIA PODE LEVAR À ARTRITE REUMATOIDE"


Os resultados de um estudo apresentado durante o Congresso Anual da Liga Europeia Contra as Doenças Reumáticas confirmam a ligação entre o tabagismo ativo e o risco de desenvolver artrite reumatoide.

Para analisar o impacto do fumo - ativo e passivo - sobre o risco de desenvolver artrite reumatoide, uma grande população de mulheres voluntárias, nascidas entre 1925 e 1950, foi monitorada desde 1990.

E, curiosamente, os dados também sugerem que, entre os fumantes, a exposição ao tabaco no início da vida através do tabagismo passivo na infância aumenta significativamente esse risco.

A exposição ao tabagismo passivo durante a infância aumentou a associação entre o risco de artrite reumatoide e o tabagismo ativo na vida adulta.

Nos fumantes que tiveram exposição passiva na infância ao fumo, o risco da doença foi de 1,73, em comparação com os não-fumantes não expostos durante a infância. Em contraste, o risco foi de 1,37 para os fumadores ativos não expostos ao fumo passivo durante a infância.

"O estudo destaca a importância de evitar qualquer ambiente de tabaco na infância, especialmente nos casos em que há antecedentes familiares de artrite reumatoide," afirmou a professora Raphaèle Seror, do Hospital Universitário do Sul de Paris (França).

Uma outra meta-análise de estudos já realizados mostrou que o tabagismo está associado ao aumento da progressão do dano estrutural na coluna vertebral em pacientes com espondilite anquilosante, outra doença reumática. Este é outro motivo importante pelo qual os reumatologistas devem encorajar os doentes com tabagismo a pararem de fumar.

Artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença crônica marcada pela inflamação das articulações. 

Ela afeta cerca de 0,5 a 1% da população geral e causa a destruição do tecido articular e periarticular, incapacitação e redução da esperança de vida.

Nos últimos anos, muitos fatores ambientais potenciais têm sido associados a um maior risco aumentado de desenvolver artrite reumatoide, mas até agora o tabagismo é o único que tem sido amplamente estudado.

(Diário da Saúde)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

"OPORTUNIDADE DE FORMAÇÃO EM TERAPIA QUÂNTICA EM SÃO PAULO"


PESQUISA - "BACTÉRIAS INTESTINAIS E SUA INFLUÊNCIA DECISIVA SOBRE PARKINSON E ALZHEIMER"


Primeiro Parkinson, agora Alzheimer

Uma pesquisa feita na Universidade de Lund (Suécia) deu suporte à hipótese de que as bactérias intestinais aceleram o desenvolvimento da doença de Alzheimer.

conexão entre as bactérias intestinais e a doença de Parkinson já está bem estabelecida, o que levou os pesquisadores a estudar também a conexão com o Alzheimer - hoje já se sabe que o intestino parece formar um "segundo cérebro", tamanha é sua conexão com o sistema nervoso.

Como as nossas bactérias comensais têm um grande impacto sobre nossa saúde geral, sobretudo através de interações entre o sistema imunológico, a mucosa intestinal e a nossa dieta, a composição da microbiota intestinal passou a ser de grande interesse para as pesquisas sobre doenças neurológicas e neurodegenerativas.

A composição da nossa microbiota intestinal depende de quais bactérias recebemos no nascimento, dos nossos genes e da nossa dieta.

Bactérias intestinas e Alzheimer

Ao estudar camundongos saudáveis e doentes, os pesquisadores descobriram que os camundongos que sofrem de Alzheimer têm uma composição de bactérias intestinais diferente.

A equipe também estudou a doença de Alzheimer em camundongos completamente livres de bactérias, para testar ainda melhor a relação entre as bactérias intestinais e a doença. Os camundongos sem bactérias apresentaram uma quantidade significativamente menor de placas beta-amiloides no cérebro.

Para esclarecer a conexão entre a flora intestinal e a ocorrência da doença neurológica, os pesquisadores então transferiram bactérias intestinais de camundongos doentes para camundongos sem germes e constataram que estes últimos desenvolveram mais placas beta-amiloides no cérebro em comparação com o grupo que recebeu bactérias de animais saudáveis.

"Nosso estudo é único porque mostra um nexo causal direto entre as bactérias intestinais e a doença de Alzheimer. É marcante que os camundongos completamente livres de bactérias desenvolvam muito menos placas no cérebro," disse a pesquisadora Frida Fak Hallenius.

Dieta e probióticos

Os pesquisadores pretendem agora testar novos tipos de estratégias preventivas e terapêuticas contra o Alzheimer com base na modulação da microbiota intestinal através da dieta e de novos tipos de probióticos.


"Os resultados significam que agora podemos começar a pesquisar maneiras de prevenir a doença e retardar sua manifestação. Consideramos que este é um grande avanço, já que até agora só podemos administrar medicamentos antirretrovirais que aliviam os sintomas," finalizou Hallenius.


fonte : www.diariodasaude.com.br/

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

PESQUISA - "CHÁ VERDE PROTETOR DA MEDULA ÓSSEA"


Um componente do chá verde pode salvar a vida de pacientes que frequentemente enfrentam complicações médicas potencialmente fatais associadas com distúrbios da medula óssea.

O composto epigalocatequina-3-galato (EGCG), um polifenol encontrado nas folhas do chá verde, pode ser particularmente benéfico para os pacientes que lutam contra o mieloma múltiplo e a amiloidose.

Esses pacientes são suscetíveis a uma condição frequentemente fatal denominada Amiloidose de Cadeia Leve, na qual partes dos próprios anticorpos da pessoa se tornam deformadas e podem se acumular em vários órgãos, incluindo o coração e os rins.
"A ideia aqui é dupla: queríamos entender melhor como funciona a Amiloidose de Cadeia Leve e como o composto do chá verde afeta esta proteína específica," contou Jan Bieschke, da Universidade de Washington (EUA), que realizou os experimentos e testes juntamente com colegas da Universidade de Heidelberg (Alemanha).

Conserta as proteínas
A equipe isolou as cadeias leves de nove pacientes com transtornos da medula óssea que causaram mieloma múltiplo ou amiloidose e, em seguida, realizou experimentos de laboratório para determinar como o composto do chá verde afetaria a proteína de cadeia leve.

A EGCG transformou a amiloide de cadeia leve, impedindo que a forma deformada se replicasse e se acumulasse de forma perigosa.

O mesmo resultado foi obtido quando a equipe examinou o efeito da EGCG tanto na doença de Parkinson quanto na doença de Alzheimer, e descobriu que o composto do chá verde impede acumulações perigosas da proteína presente em ambas as doenças.

"Na presença do chá verde, as cadeias têm uma estrutura interna diferente," relatou Bieschke. "A EGCG forçou a cadeia leve para um tipo diferente de agregado que não é tóxico e não forma estruturas de fibrilas," como acontece nos órgãos afetados pela amiloidose.


Os resultados foram publicados recentemente no Journal of Biological Chemistry.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

PESQUISA - "PESSIMISTAS PODERÃO DESENVOLVER ALZHEIMER NA VELHICE"

(Becca Levy)

Cientistas americanos descobriram que pensamentos pessimistas em relação à velhice podem aumentar suas chances de desenvolver a doença de Alzheimer.
Acredite, o medo de envelhecer pode fazer com que você enfrente algumas dificuldades quando esse tempo chegar ! É o que constatou uma pesquisa realizada por cientistas do Yale School of Public Health, nos EUA.
Foi comprovado que pessoas que acreditam que a velhice é um dos piores momentos da vida têm mais chances de desenvolver a doença de Alzheimer. Isso acontece porque essas pessoas que possuem pensamentos negativos em relação à velhice têm seu hipocampo reduzido com o passar dos anos.
A comprovação foi feita através de ressonâncias magnéticas no cérebro de voluntários saudáveis, que se sentiam ou não pessimistas quanto à chegada da idade. A redução do hipocampo é um dos primeiros fatores da doença de Alzheimer.
Para os pesquisadores está é, na verdade, uma boa notícia, visto que é possível mudar esse pensamento nas pessoas e fazê-las encarar a terceira idade sem complicações. Para Becca Levy, cientista responsável pela pesquisa, “apesar de a descoberta ser preocupante, é esperançoso saber que essas crenças negativas podem ser revertidas e que podemos ativamente reforçar as crenças positivas. Isso é bom”.
De http://alzheimer360.com/

- See more at: http://alzheimer360.com/pensamentos-pessimistas-aumenta-alzheimer/#sthash.snG5IzP8.dpuf

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

PESQUISA - "O APÊNDICE E O SISTEMA IMUNOLÓGICO"


 Um órgão bem conhecido, mas largamente desprezado, pode estar prestes a mudar de categoria.

O apêndice humano, uma bolsa estreita que se projeta fora do ceco no sistema digestório, tem uma má reputação por sua tendência a se inflamar (apendicite), muitas vezes exigindo remoção cirúrgica.

Embora os cientistas o descrevam como um órgão residual, com função pouco conhecida e que a evolução estaria se incumbindo de fazer desaparecer, novas pesquisas sugerem que o apêndice pode servir a um propósito importante.

Em particular, ele funciona como um reservatório para bactérias intestinais benéficas, aquelas mesmas que agora se sabe terem importante função protetora contra doenças como Parkinson e Alzheimer, e até mesmo estabelecer uma ligação com o cérebro.

Apêndice e evolução
Várias outras espécies de mamíferos têm igualmente um apêndice, e estudar como ele evoluiu e como funciona nessas espécies pode lançar alguma luz sobre este órgão misterioso nos humanos.

Uma equipe internacional de pesquisa reuniu dados sobre a presença ou ausência do apêndice e outros traços gastrointestinais e ambientais em 533 espécies de mamíferos. Eles mapearam os dados em uma filogenia - uma árvore genética - para rastrear como o apêndice evoluiu através da evolução dos mamíferos e tentar determinar por que algumas espécies têm um apêndice, enquanto outras não o têm.

O que se revelou é que o apêndice evoluiu independentemente em várias linhagens de mamíferos - mais de 30 vezes de forma independente. E, uma vez que apareceu, ele quase nunca desaparece de uma linhagem.

Isto sugere que o apêndice provavelmente serve a uma finalidade adaptativa, não sendo meramente um resquício prestes a sumir.

Analisando os fatores ecológicos, como dieta, clima, a sociabilidade de cada espécie e onde ela vive, foi possível rejeitar várias hipóteses previamente propostas pelos cientistas para tentar vincular o apêndice a fatores alimentares ou ambientais.

Apêndice com função imunológica
Em lugar das situações previstas pelas teorias científicas, o que os dados mostraram é que as espécies com um apêndice têm maiores concentrações médias de tecido linfoide (imunológico) no ceco. Isto indica que o apêndice pode desempenhar um papel importante como um órgão imunológico secundário. O tecido linfático também pode estimular o crescimento de alguns tipos de bactérias intestinais benéficas, fornecendo mais evidências de que o apêndice pode servir como um refúgio seguro para as bactérias intestinais úteis.

Também ficou claro que os animais com certos formatos de ceco (cônico ou em forma de espiral) são mais propensos a ter um apêndice do que os animais com um ceco redondo ou cilíndrico. Portanto, a equipe concluiu que o apêndice não está evoluindo sozinho, mas como parte de um "complexo ceco-apendicular" maior, que inclui o apêndice e o ceco como um conjunto.

O estudo, liderado pela professora Heather Smith, da Universidade Meio-Oeste do Arizona (EUA), foi publicado na revista científicaComptes Rendus Palevol.

(Diário Da Saúde)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

PESQUISA - "ÍMÃS SUBSTITUEM ANTIBIÓTICOS CONTRA INFECÇÕES"


Já pensou em substituir os antibióticos - caros e com riscos de efeitos colaterais e de tornar as bactérias resistentes - e ter as infecções curadas por ímãs ?

Os primeiros testes laboratoriais com essa nova terapia - bem-sucedidos e promissores - acabam de ser realizados por uma equipe internacional incluindo médicos do Instituto EMPA (Suíça), Instituto Adolphe Merkle e Escola de Medicina de Harvard (EUA). 

A terapia envolve injetar nanopartículas magnéticas de ferro no sangue do paciente. As nanopartículas ligam-se às bactérias, que são então removidas do sangue usando campos magnéticos gerados do lado de fora do corpo. 

Ímãs contra sepse

A sepse, ou septicemia - também conhecida como "envenenamento do sangue" -, é uma condição de infecção generalizada que é fatal em mais de 50% dos casos, mas pode ser curada se tratada em uma fase inicial. A maior prioridade, portanto, é agir rapidamente.
Por isso, os médicos costumam administrar antibióticos tão logo se suspeite de envenenamento do sangue, sem tempo para determinar se é realmente uma sepse bacteriana. Como em muitos casos não é, essa medida necessária de emergência acaba aumentando o risco de resistência bacteriana aos antibióticos.

Por isso, Inge Herrmann e sua equipe estão trabalhando no desenvolvimento de uma solução alternativa sem a necessidade de usar antibióticos - eles chamam sua técnica de "purificação magnética do sangue".

Purificação magnética do sangue

O princípio é, pelo menos na teoria, muito simples. As nanopartículas de ferro são revestidas com um anticorpo que detecta e se liga às bactérias nocivas no sangue. 

Decorrido um tempo suficiente para que as bactérias sejam capturadas, elas são removidas do sangue magneticamente.

Mas, até agora, havia um porém: os cientistas só haviam conseguido preparar as partículas magnéticas com anticorpos para reconhecer um único tipo de patógeno - mas muitos tipos diferentes de bactérias podem estar envolvidas na septicemia.

Finalmente, a equipe do professor Gerald Pier (Harvard) conseguiu desenvolver um anticorpo que pode se ligar a quase todas as bactérias que podem desencadear a septicemia - desta forma, se houver uma suspeita de sepse, o tratamento magnético poderia ser iniciado imediatamente, independentemente de qual patógeno está realmente no sangue.

Esse anticorpo polivalente permitiu finalmente que a equipe tivesse sucesso na filtragem das bactérias patogênicas do sangue, resultando em um procedimento semelhante à diálise.

Riscos das partículas de ferro

A equipe alerta que a nova terapia ainda não está suficientemente madura para ser usada em pacientes.
Na próxima etapa do trabalho, eles pretendem fazer testes para ver se algumas partículas permanecem no sangue após a extração magnética. Isto porque o requisito fundamental para essas capturadoras de bactérias é claro: elas não podem prejudicar o corpo humano.


Nos primeiros testes, feitos em culturas de células (in vitro), as nanopartículas de ferro se degradaram completamente após cinco dias.


www.diariodasaude.com.br

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

ALERTA - "MACONHA CAUSA ROMPIMENTO DE CIRCUITOS NEURAIS"


Pesquisadores conseguiram esclarecer mecanismos importantes envolvidos na formação da circuitaria cerebral. A equipe também descobriu que o tetraidrocanabinol (THC), substância psicoativa presente na Cannabis, causa rompimento dos circuitos neurais dentro do córtex. 

A atividade neural possui um papel importante na formação dos circuitos neurais. No entanto, ainda não se sabe muito sobre quais atividades neurais estão envolvidas nesse processo de formação. Ele é especialmente complexo em projeções do tálamo para o córtex. Sobre elas, os pesquisadores sabiam apenas que à medida que se desenvolvem, as projeções desnecessárias são eliminadas, e apenas as as corretas permanecem. Um grupo de pesquisadores liderado por Fumitaka Kimura, professor associado do Departamento de Neurociência Molecular da Universidade de Osaka, conseguiu explicar o envolvimento de inúmeros mecanismos na formação desse circuito neural. Os cientistas também publicaram evidências científicas de que o consumo deCannabis causa cortes desnecessários nas conexões neurais, levando a um colapso desses circuitos.

O grupo de pesquisadores descobriu que em uma seção diferente do córtex, a regra que determinava a força sináptica entre neurônios (Pico de plasticidade dependente de tempo, chamado STDP na sigla em inglês) mudava repentinamente em um certo ponto do desenvolvimento. A partir desse achado, o grupo examinou se uma mudança similar no STDP ocorria também na projeção do tálamo e do córtex. Eles descobriram que, inicialmente, as sinapses eram fortalecidas graças à atividade sincronizada dos neurônios sinápticos pré-talâmicos e pós-corticais. Mas depois das projeções terem se espalhado, as atividades sincronizadas enfraqueceram quase todas as sinapses, eliminando assim projeções desnecessárias para habilitar outras mais sistemáticas. À medida que as sinapses eram enfraquecidas, canabinóides endógenos são liberados pelas células neurais através dessas atividades sincronizadas, levando à uma regressão das projeções desnecessárias. Os pesquisadores também confirmaram essa regressão quando o canabinóide era consumido por vias externas.

Essas descobertas podem ter um impacto nas pesquisas que focam no avanço do nosso entendimento sobre mecanismos envolvidos na formação de circuitos neurais e possuem potencial para ajudar no desenvolvimento de novas terapias para melhorar a recuperação do cérebro em casos de demência. Além disso, os achados fornecem dados que comprovam os efeitos adversos do consumo de Cannabis no desenvolvimento do cérebro e, portanto, podem ajudar a diminuir o abuso de maconha.


FONTE : SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL EM BANCA

terça-feira, 13 de setembro de 2016

FÍSICA QUÂNTICA - "ENTRELAÇAMENTO : ORAÇÕES ALÉM DO TEMPO E ESPAÇO"


(Membranas Dimensionais/Teoria das Cordas/Entrelaçamento/Campo Unificado)


Um estranho debate ocupou, de 2001 a 2003, as páginas do seríssimo "British Medical Journal".
Premissa: várias pesquisas, há tempos, mostram os efeitos positivos da oração numa variedade de condições patológicas. Documenta-se que o doente encontra benefícios (quanto ao andamento de sua enfermidade) no ato de rezar ou na consciência de que seus próximos rezam por ele. 
Até aqui, tudo bem: o paciente acharia assim uma paz de espírito que melhora sua evolução. 
A coisa se complica: às vezes, as pesquisas mostram que a prece traz benefícios mesmo quando alguém reza por um doente sem que ele próprio saiba disso. Como explicar esses casos ? 
Talvez o benefício seja fruto de uma intervenção caridosa da divindade solicitada, mas essa explicação depende de um ato de fé que não cabe na interpretação de uma pesquisa científica. Além disso, é curioso que os benefícios apareçam seja qual for o deus ou o intercessor que receba a oração.
Resta, pois, imaginar que a intenção humana (o esforço cerebral de quem deseja que algo aconteça e reza por isso) tenha alguma realidade material (energia, partículas etc.) capaz de influir no andamento de um processo patológico.

 Estranho ? 

Nem tanto: afinal, até poucas décadas atrás, ignorávamos a existência de uma série de partículas que, segundo a física de hoje, povoam nosso universo. Por que as nossas intenções não movimentariam uma energia desconhecida, mas capaz de alterar o mundo físico ?
No final de 2001, o "British Medical Journal", depois de um editorial lembrando que a razão não explica tudo, publicou uma pesquisa, de L. Leibovici, que registra os efeitos benéficos (em pacientes com septicemia) de uma reza afastada não só no espaço, mas também no tempo.

 Explico. 

Foram incluídos no estudo todos os pacientes internados com septicemia, de 1990 a 1996, num hospital israelense; eram 3393. Em 2000 (de quatro a dez anos mais tarde), por um processo rigorosamente aleatório, os arquivos desses pacientes foram divididos em dois grupos: um grupo pelo qual haveria reza e um grupo de controle. Para cada nome do primeiro grupo, foi dita uma breve reza que pedia a recuperação do paciente e do grupo inteiro. 
Resultado: no grupo que recebeu uma reza em 2000, a mortalidade foi (ou melhor, fora, de 90 a 96) inferior, embora de maneira pouco significativa; no mesmo grupo, a duração da febre e da hospitalização fora (ou melhor, havia sido, de 90 a 96) significativamente menor. 
A publicação da pesquisa provocou uma enxurrada de cartas, algumas contestando as estatísticas, outras manifestando uma certa incompreensão do problema, que é o seguinte: como entender que uma reza possa agir não só sem que o paciente tenha consciência da intercessão pedida (com possível efeito psicológico positivo), mas à distância no tempo ? Como entender, em suma, que uma reza dita em 2000 tenha um efeito retroativo em alguém que estava doente entre 90 e 96, quando a pesquisa e a reza nem sequer estavam sendo cogitadas ? 
Uma tentativa de resposta veio em 2003. O "BMJ" (2003, 327) publicou um interessante e enigmático artigo de Olshansky e Dossey, "History and Mystery" (história e mistério), em que os dois médicos dão prova de conhecimentos de física quântica muito acima de minha cabeça. 

O argumento de fundo é o seguinte: há modelos do espaço-tempo nos quais é possível que haja relações físicas entre o passado e o presente ou seja, modelos em que o presente pode alterar o passado. 

Simples assim !

Fonte : Folha de São Paulo